Sobre o Palácio Tiradentes

O local onde está hoje o Palácio Tiradentes é um sítio histórico que guarda – desde os tempos do Brasil Colônia – grande parte da memória política do Brasil.  O primeiro edifício ali construído data de 1640 e serviu para abrigar os primeiros três vereadores eleitos. O voto era indireto e o durava apenas um ano. Cabia a eles cuidar da cidade e das finanças públicas. Todo o dinheiro arrecadado ficava guardado em um cofre chamado “burra”, que só podia ser aberto por três chaves: cada uma ficava com um vereador.

No andar abaixo do cofre público ficava a cadeia da cidade que ficou conhecida como a “cadeia velha”. Foi lá onde o alferes Joaquim José da Silva Xavier – Tiradentes, ficou preso durante três anos antes de ser enforcado em 21 de abril de 1792.

Quando a Coroa portuguesa aqui chegou, fugindo da invasão napoleônica, em 1808, e se instalou no Paço Imperial ao lado da “cadeia velha”, o Parlamento, que já contava com um número maior de representantes, foi deslocado para outro prédio deixando o paço receber todos os empregados da Corte Real.

A seguir, de volta a um dos andares da velha cadeia, a

Câmara Imperial começara a protagonizar fatos memoráveis, como exemplo a assinatura da Lei Áurea, em 1888.

Em 1922, já em situação precária, a edificação é demolida para dar lugar a um grande palácio, cuja arquitetura lembraria muito o Grand Palais de Paris. Projetado em estilo eclético por Archimedes Memória e Francisco Couchet o Palácio Tiradentes é inaugurado em 6 de maio de 1926, e, passa a abrigar a Câmara federal que ali funcionou de 1926 a 1960, tendo recebido para  a posse todos os presidentes do período- de Washington Luiz a Juscelino Kubitscheck.

De 1937 a 1945, durante o Estado Novo, o Parlamento foi fechado pelo presidente Getúlio Vargas e no Palácio Tiradentes passa a funcionar o Ministério da Justiça e o Departamento de Imprensa e Propaganda (DIP), órgão de censura do regime.

Em 1960, quando da transferência da capital do país para Brasília, o Palácio Tiradentes abriga a Assembleia Legislativa do Estado da Guanabara (ALEG) que 15 anos depois, com a fusão dos estados da Guanabara e do Rio de Janeiro, passa a se chamar Assembleia Legislativa do

Estado do Rio de Janeiro (Alerj).

Hoje em dia, detalhes dessa rica história pode ser conhecida na exposição permanente “Palácio Tiradentes: Lugar de Memória do Parlamento Brasileiro” onde o visitante pode acompanhar passo a passo os acontecimentos que marcaram o surgimento da suntuosa edificação e  descobrir que não está apenas caminhando por um importante marco arquitetônico carioca. O visitante estará sim… conhecendo o mais importante referencial da democracia brasileira.

As escadarias do Palácio Tiradentes não só abrigaram manifestações políticas e de protestos. Ao longo dos últimos anos, desde a concepção da visita guiada (1998), esteve à disposição do público como palco para espetáculos culturais com danças, arte dramática, shows de música e até desfiles de moda.

Do mesmo modo, suas galerias, corredores, o plenário e o salão nobre estão abertos aos visitantes, turistas – nacionais e estrangeiros –  que encontram no ali um espaço alternativo para a expressão da arte e do entretenimento.

Visite-o!

Texto retirado do site oficial do Palácio Tiradentes
Palácio Tiradentes

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